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sábado, 11 de fevereiro de 2012


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Como   tudo que é bom não é divulgado, 
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Façam bom   uso!!!
 
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Roberto Freire



O nome de Roberto Freire é sinônimo de ética e seriedade na vida pública. Um traço forte desse que um dos mais respeitados políticos do país é manter coerência como cidadão e como parlamentar. Presidente nacional do Partido Popular Socialista (PPS), é uma das lideranças que tem conduzido o debate suprapartidário sobre os rumos da esquerda democrática e um novo projeto socioeconômico e político para o Brasil. Conhecedor profundo dos problemas nacionais e observador crítico e atualizado dos fatos mundiais contemporâneos, é reconhecido por toda a mídia como um político sério e competente. Escolhido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos 100 “cabeças” do Congresso Nacional por 14 anos.
Em sua atuação política, nunca negociou ou transigiu na defesa dos interesses da sociedade. Jamais se permitiu agir fora dos limites da lei ou contra sua consciência com o patrimônio e os bens públicos.Sobre ele não pesa uma só denúncia a respeito de sua atuação pública – e este é o seu maior patrimônio após 32 anos ininterruptos na política (um mandato como senador, cinco como deputado federal e um como estadual).
A bolinha que valeu 1 banco
Foto: Divulgação


(Artigo de Roberto Freire no jornal Brasil Econômico)

A descoberta de uma bilionária fraude contábil levou o grupo Silvio Santos a fazer um aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco PanAmericano, que tem como sócia minoritária a Caixa Econômica Federal.
O dinheiro que propiciou a cobertura do rombo foi obtido por meio de um empréstimo ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), criado em 1995 com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no país.
Hoje se sabe que esse rombo é resultado de ativos e créditos fictícios registrados por diretores do PanAmericano visando inflar os resultados e, suspeita-se, melhorar os bônus dos executivos.
O que não se sabia é o que levou o governo federal a entrar nessa história, por meio da Caixa Econômica Federal, que pouco antes de se constatar um rombo bilionário, pagou mais de R$ 500 milhões por uma parte do PanAmericano de um banco podre.
Mas, recentemente, como em um romance policial de péssima categoria, raios de luz começam a iluminar a trama. Uma doação de R$ 500 mil do Banco PanAmericano para Lula em 2006 foi descoberta por acaso e vem a público cinco anos depois.
O repasse foi mantido em sigilo por todo este tempo porque o banco usou empresas de seus dirigentes para disfarçar a origem das contribuições.
Segundo um relatório feito por auditores que examinaram os livros do banco no início deste ano, sete empresas foram usadas para repassar recursos da administradora de cartões de crédito do PanAmericano para o PT.
A operação só foi descoberta agora em março, depois que o banco BTG Pactual assumiu o controle do PanAmericano e seus auditores começaram a analisar o que os antigos proprietários tinham feito na instituição. Como é seu dever, a PF abriu inquérito para investigar suspeitas de ocorrência de crimes eleitorais.
Coincidências à parte, o fato é que durante a campanha de 2010, enquanto fazia uma passeata na Zona Oeste do Rio de Janeiro, há menos de uma semana para o fim da campanha, José Serra foi intimidado por um grupo de militantes do PT que lhe encurralou e lhe jogou objetos, um deles acertou a cabeça do candidato.
Tal incidente ganhou uma versão estapafúrdia na rede de televisão de Silvio Santos, o SBT, que dedicou horas de seu noticiário para tentar minimizar o fato e desmoralizar o candidato, que, na época, concorria com a presidente Dilma, afilhada política de Lula.
A versão apresentada pelos jornais do SBT visava mostrar que Serra não havia sido atingido por objeto capaz de causar qualquer dano e sim por uma bolinha de papel.
O que não se sabia, à época, era a estreita ligação entre o governo do PT e o SBT e que a versão da bolinha de papel guardava uma concordância profunda e silenciosa entre a empresa de comunicação e o governo do PT na busca de ridicularizar e denegrir a imagem de seus opositores.
Passadas as eleições, podemos melhor aquilatar o custo para a sociedade brasileira daquela famosa bolinha de papel, e quanto foi lucrativo para os diretores do PanAmericano ajudar Lula seu partido.
Mesmo com pontos obscuros, ainda sobre o manto negro dos negócios escusos, mais uma vez o nome e a impávida figura do ex-presidente Lula aparece em um negócio malexplicado, cheio de reentrâncias, voltas e labirintos, típico da forma petista de governar.
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Roberto Freire é presidente do PPS

PPS já tem pré-candidatos a prefeito em 20 capitais 

    Stepan Nercessian é pré-candidato no Rio de Janeiro
Stepan Nercessian é pré-candidato no Rio de Janeiro
As eleições municipais de 2012 vão delinear a nova correlação de forças políticas no país e servirão de termômetro para a disputa presidencial de 2014. De olho na importância desse pleito, o PPS começa a construir candidaturas próprias às prefeituras e chapas fortes para as câmaras municipais na maior parte dos municípios brasileiros. Uma das metas do partido é intensificar sua atuação nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Nas capitais, por exemplo, o partido já conta com 20 pré-candidatos a prefeito (confira quadro abaixo).

“O diretório nacional aprovou resolução determinando que devemos ter candidato próprio a prefeito nas cidades com maior densidade eleitoral. O PPS está bem preparado e vai com força para disputa”, afirma o presidente nacional do partido, deputado federal Roberto Freire (SP). Para ele, as candidaturas são fundamentais para o fortalecimento e a consolidação das posições do partido nos estados.

Já o secretário-geral do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), afirma que as candidaturas próprias são inevitáveis. "O PPS cresceu nos municípios brasileiros e concorrer às prefeituras com nomes do próprio partido tornou-se algo absolutamente natural", destaca.

Pré-candidata do partido à prefeitura de São Paulo e com 10% de intenções de voto na última pesquisa Datafolha, a ex-vereadora Soninha Francine está otimista com o lançamento de chapas próprias. "Fico feliz pela evolução das candidaturas do PPS. Precisamos almejá-las e construir campanhas verdadeiras", recomenda. 

Para o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), pré-candidato a prefeito de Belém, as eleições de 2012 são fundamentais para o futuro do partido. "Teremos a possibilidade de construir uma nova página na história não só de Belém, mas também de centenas de municípios brasileiros”, ressalta.

Os pré-candidatos do partido já começam a ouvir a população para preparar os seus projetos de governo e traçam as estratégias para a campanha eleitoral de 2012. Além das capitais, o PPS também está centrando esforças nas cidades com mais de 200 mil habitantes.


Botando o bloco na rua

Belo Horizonte - Deputada estadual Luzia Ferreira
São Paulo - Ex-vereadora Soninha Francine
Rio de Janeiro – Deputado federal Stepan Nercessian
Recife - Ex-ministro Raul Jungmann
Belém - Deputado federal Arnaldo Jordy
Vitória - Deputado estadual Luciano Rezende
Manaus - Vereador Hissa Abrahão
Curitiba - Vereadora Renata Bueno
São Luís - Deputada estadual Eliziane Gama
Maceió - Ex-secretária Nadja Baía
Macapá - Allan Sales, presidente do PPS-AP 
Fortaleza - Empresário Alexandre Pereira
Campo Grande - Vereador Athayde Nery
Florianópolis - Luciano Formighieri, presidente do PPS da capital
Aracaju – Deputado federal Almeida Lima ou ex-secretário Nilson Lima
Palmas – Deputado estadual Sargento Aragão
Porto Velho - Ex-governador João Cahulla
João Pessoa – Deputado estadual Janduhy Carneiro ou Chico Evangelista
Goiânia – A definir
Rio Branco - Airton Chaves da Rocha, presidente do PPS-AC

Mais de 3,4 mil municípios já contam com a presença do PPS

De olho nas eleições municipais de 2012, partido ampliou o número de diretórios e comissões provisórias em todo o país

O PPS quase triplicou a sua presença nos municípios brasileiros em apenas oito meses. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido está organizado hoje em 3.462 cidades, o que corresponde a 62,20% dos municípios brasileiros. Em março, esse número não ultrapassava 1.328 cidades (23,86%).

“Os dados são bastante animadores e indicam que o PPS está em franco fortalecimento para eleger um significativo número de prefeitos e de vereadores nas eleições municipais do ano que vem”, prevê o secretário nacional de Comunicação do partido, Adão Cândido.

São Paulo é a unidade da Federação com o maior número de diretórios e comissões provisórias. Do total dos 645 municípios paulistas, o PPS está organizado em 549, ou seja, 83,5% do estado. Mas, proporcionalmente, é no Paraná onde a legenda tem maior presença, fincando base em 344 das 399 cidades do estado, um total de 86,2%.

Até o final do ano esse número pode aumentar, já que após os congressos municipais muitas comissões provisórias estão sendo regularizadas junto ao TSE, sendo que muitas delas  passarão à condição de diretórios municipais.

Segundo Adão, o avanço da organização do PPS nas cidades brasileiras se deve, em grande parte, ao cumprimento da Resolução Orgânica nº 004/2010, do Diretório Nacional, que exigiu um balanço das eleições do ano passado nos estados com o objetivo de "acompanhar o desempenho e o comportamento dos diretórios ou comissões provisórias municipais, bem como dos dirigentes, candidatos, detentores de mandatos eletivos e filiados”.

Segundo Adão, a dissolução de diretórios e de comissões e a expulsão de dirigentes que não se empenharam para eleger os candidatos do partido nas eleições de 2010 contribuíram para a reestruturação e o fortalecimento do PPS para o pleito do ano que vem.

Em 6 meses, PPS atrai 62 mil novos filiados

O PPS cresceu consideravelmente nos últimos seis meses e recebeu 62.666 novos militantes. De acordo com balanço divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda conta hoje com 483.501 filiados em todo o país. Os números desmontam previsões de analistas políticos e partidos governistas, que desde a eleição de Dilma Rousseff para Presidência da República vinham afirmando que a oposição iria encolher.

No entanto, a realidade aponta em outra direção. Entre abril e outubro, o PPS conquistou 62.666 novas filiações e perdeu 24.436, grande parte para o recém-criado PSD. Isso representa um saldo positivo de 38.230 militantes a mais, ou seja, um crescimento de 8,6% em seus quadros.

Em algumas regiões do país, o fortalecimento da legenda ganha destaque. No Distrito Federal, por exemplo, o PPS foi quem mais atraiu novos filiados. Foram 1.026 adesões contra apenas 13 desistências. Em números absolutos, os maiores reforços de quadros aconteceram em São Paulo (11.557), Minas Gerais (7.993), Paraná (6.087), Rio Grande do Sul (4.964), Pará (3.362), Maranhão (3.309), Santa Catarina (2.826), Bahia (2.399) e Rio de Janeiro (2.300).

PPS é o décimo em filiados

Dos 29 partidos com registro no TSE, o PPS é o décimo em número de filiados. Em primeiro vem o PMDB (2.420.327), seguido de PT (1.566.208), PP (1.436.670), PSDB (1.410.917), PDT (1.212.531), PTB (1.203.825), DEM (1.124.069), PR (785.780), PSB (592.412), PPS (483.501), PSC (372.933), PV (342.515), PCdoB (339.986), dentre outros

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


PPS: 20 anos. Há 20 anos atrás era fundado o PPS, sucessor do PCB


No X Congresso do Partido Comunista Brasileiro (PCB), realizado na capital paulista, no antigo Teatro Záccaro, entre os dias 24, 25 e 26 de janeiro de 1992, os delegados de todo Brasil, por ampla maioria, resolveram dissolver o PCB e entregar à sociedade brasileira um novo instrumento partidário. Houve um grande debate sobre qual o nome que substituiria o PCB. No final ocorreu uma disputa entre dois nomes: Partido Democrático de Esquerda (PDE) e Partido Popular Socialista (PPS). Na votação saiu vitorioso o nome PPS.
Olhe, abaixo, o manifesto de fundação do Partido.
Manifesto do PPS*
" Aos seres humanos que, por nascimento ou opção, habitam terras brasileiras, o PPS dedica seus 70 anos de lutas, e todas as lutas futuras "
Há uma crise, no mundo e no Brasil, e todos podemos senti-la. Uma crise que solapa a esperança, que chega ao fundo dos corações, gerando frustrações, descrença e cinismo. Frente aos desafios destes novos tempos, seu compromisso de luta por uma sociedade mais justa e mais humana, o X Congresso do PCB oferece à sociedade brasileira um novo instrumento de luta, o Partido Popular Socialista - PPS.
Um Partido que, desde sua formação, é plural, aberto à participação de todos os que acreditam que é possível, a todos os seres humanos, viverem iguais e livres. Um Partido que, num mundo de mudanças, assume o compromisso central com a vida, entendendo-a como indissociável da natureza e da cultura. Um Partido, que quer contribuir para a construção de uma nova ética, em que o ser humano, sem nenhuma discriminação, seja protagonista e beneficiário das transformações sociais.
Um Partido novo, democrático, socialista, que se inspire na herança humanista, libertária e solidária dos movimentos sociais e das lutas dos trabalhadores em nosso país e em todo o mundo, prolongando hoje a luta que travamos desde 1922. Um Partido que não use o povo, mas seja um instrumento para que cada cidadão seja sujeito de sua própria história. Um Partido socialista, humanista e libertário, que tenha como prática a radicalidade democrática, que permita a cada ser humano exercer sua plena cidadania, na área em que reside e no planeta em que habita.
Um Partido que tem como metodologia de ação política, a não violência ativa, e que repudia toda e qualquer forma de violência (econômica, racial, religiosa, física, psicológica etc). Um Partido que faz da eliminação da miséria a questão primeira de sua política. Porque enquanto houver um ser humano sem comida, sem moradia, sem educação ou sem as mínimas condições de acesso à saúde, nossa luta tem e terá razão de continuar.
Um Partido que defende que a propriedade dos meios de produção e de comunicação deve ser social, com propostas autogestivas, cogestivas e cooperativistas, contrapondo-se aos modelos neoliberais.Um Partido que se empenhará para que o desenvolvimento científico e tecnológico seja considerado prioridade nacional, pois como não haverá progresso social sem o amplo desenvolvimento científico e tecnológico.
Um Partido que tem como objetivo a reforma democrática do Estado para que ele não tutele, mas que seja controlado pelos cidadãos e pela sociedade.
Um Partido que luta por um programa radical de desenvolvimento que tenha o ser humano como sujeito e que seja capaz de eliminar a injusta distribuição de renda, acabando com a brutal concentração hoje existente. A consolidação da democracia política e a retomada do desenvolvimento, pondo fim à recessão e ao desemprego, são claras prioridades para a construção da cidadania.
Um Partido que lutará pela implantação do parlamentarismo, pelas reformas estruturais de que o país necessita e pela preservação dos direitos consagrados constitucionalmente. Um Partido que se dispõe a repensar tudo, 'mas que não abre, de forma alguma, seu compromisso de luta por uma sociedade mais justa e mais humana.
Um Partido que é e será um espaço aberto à participação de todos os que têm aspiração de construir essa sociedade. Um Partido que assume sem medo compromissos com o presente e o futuro, recusando a infalibilidade e o dogma, mas tendo em conta a experiência do passado.
Um Partido que não tem fórmulas prontas e acabadas, e que se propõe a discutir e formular um Projeto para a Nação Brasileira, com a colaboração de todas as forças do campo democrático. Esse é o desafio lançado a todos os militantes deste novo Partido e o convite a todos os que queiram nele se integrar.
* Manifesto de fundação do PPS. São Paulo/SP, 26 de janeiro de 1992.